Encerramento do Colóquio No Reino dos Festivais
Hoje foi o último dia do I Colóquio Internacional No Reino dos Festivais. O evento, que aconteceu desde ontem, no auditório do PAF III – IHAC/UFBA, teve na programação desta terça nomes como Jean-Jacques Lemêtre (maestro do Théâthre du Soleil), Eliane Costa (gerente de patrocínios da Petrobrás), Luciano Alabarse (criador do Festival Porto Alegre em Cena), Ricardo Libório (criador do FIAC), Verônica Aquino (diretora de Promoção Cultural da Secult) – representando Carlos Paiva, que não pôde comparecer – e Bernard Faivre d’Arcier (presidente da Bienal de Lyon, foi diretor do Festival de Avignon por 15 anos).
O I Colóquio Internacional No Reino dos Festivais foi uma realização de três unidades da Universidade Federal da Bahia – Escola de Teatro, FACOM e IHAC, sob a coordenação da Profa. Dra. Deolinda Vilhena. Patrocínio: SECULT (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia), CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e Bureau de Salvador – SCAC Recife – Embaixada da França. Apoio: TAG Arts, Pousada dês Arts, Agência Péck, Pereira, Deli & Cia e Maddá.
Selecionamos alguns trechos do que rolou ontem, para reproduzir aqui:
-Quanto ao DNA dos festivais, ele está sempre ligado ao teatro no ocidente. Todas as obras que chegam à gente como pilares do teatro surgiram em festivais. A emergência do teatro como espetáculo está ligada aos festivais. As dionísicas, por exemplo, vieram de festivais em Atenas. (Luciano Alabarse)
-O desafio de um festival é enorme e começa pela curadoria. (Luciano Alabarse)
-Vou encerrar minha fala (sobre as garantias de realização de uma edição seguinte de um festival de teatro ) com uma citação do Henry James: Trabalhamos no escuro, fazemos o que podemos, damos o que temos. A nossa dúvida é a nossa paixão e a nossa paixão é o nosso trabalho. O resto é a loucura da arte. (Luciano Alabarse)
-Geralmente os ciclos (de realização de um festival) se misturam. Estamos em plena realização do FIAC deste ano e já estamos mantendo vários contatos para o evento do ano que vem. (Ricardo Libório)
-No Brasil, não há política que aponte para a continuidade de fato dos festivais. (Ricardo Libório)
-Por maior que seja o cobertor, sempre fica um pé de fora. (Eliane Costa)
-No ano de 2006, quando tivemos nosso maior orçamento, houve patrocínio para mais de 1000 projetos. (Eliane Costa)
-Há o desejo do Théâthre de acender pequenas chamas aqui e acolá, espalhando a arte. E claro que o fato de participarmos de alguns festivais muda a peça que apresentamos, porque são cidades e contextos diferentes (Jean-Jacques Lemêtre)
-A estratégia de um festival se situa entre equilibrar o durável e o eventual (Bernard Faivre d’Arcier)
-Um festival deve ser uma forma de escola para espectadores. Claramente, é muito importante para o momento de descobertas. (Bernard Faivre d’Arcier)
-Festivais são lugares de confronto. O diretor propõe a programação, mas o que vai ser mantido ao longo das edições vai ser definido pelos espectadores. (Bernard Faivre d’Arcier)
