Os últimos dias de maio marcam o fim da exposição “A Bahia tem…”, da artista plástica Nádia Taquary, no Museu Carlos Costa Pinto (Corredor da Vitória). Com previsão original de ficar em cartaz até abril, a exposição se estendeu até maio, devido ao sucesso de público. Em “A Bahia tem…”, Nádia apresenta as obras da linha de colares-escultura Olorum Bamim (proteção do Deus Maior, em iorubá) – são colares decorativos inspirados nas jóias que as escravas usavam no período colonial.
A exposição – inspirada na música O que é que a baiana tem?, de Dorival Caymmi – promove o diálogo das peças de Nádia com as jóias de crioula do acervo do museu. “Sempre quis fazer essa interface do meu trabalho com as peças do acervo do museu, que me inspiraram. A exposição ficou linda e a recepção do público tem sido ótima”, comenta Nádia Taquary. Algumas peças da Olorum Bamim chegam a ter 75 metros de cordas, e misturam ouro, prata, cobre, madeira, contas africanas, figas e balangadans
Olorum Bamim – O nome, elaborado com sugestões do artista plástico Mestre Didi, significa proteção do Deus maior, em iorubá. O projeto teve origem numa pesquisa de pós-graduação da artista plástica sobre as jóias que as crioulas usavam no Brasil durante o período colonial.

SERVIÇO:
Exposição “A Bahia tem…”
Período: 31/03 a 31/05;
Local: Museu Carlos Costa Pinto (Corredor da Vitória);
Visitação: segunda a sábado, exceto terça e feriado. Das 14h30 às 19h;
Entrada: R$5
Mais informações: (71) 3336-7034;
Realização: Olorum Bamim, com apoio cultural da TAG Arts, Museu Carlos Costa Pinto, Solisluna, Xarmonix e Jornal Bahia Negócios.